quinta-feira, 30 de junho de 2011

Doce amor doentio.

Bastava olhar para o meu sorriso e tua voz emudecia… Admirava meu olhar tocar você, e teus olhos beijavam os meus a cada troca de olhar. Eu sorria, e você tinha calafrios pela espinha, beijava eu o teu pescoço e atitudes ali nasciam… Só queria ter trancado teus olhos aos meus… Nós nos sentávamos juntos em sua cama e falávamos “Para sempre” para passar o tempo. E de seu livre arbítrio deu-me um beijo delicado e duradouro. Tuas luxuosas carícias me faziam sorrir. Ia eu então até a janela, e com um toque suave de tuas mãos você fizera carinho em meus cabelos… Dias e dias se passam… Acordei por mim mesma, mas o que havia em meu pensamento era teu nome gravado como tatuagem em meu cérebro, e eu não sabia por onde começava meu dia, sei que queria dizer-te “Bom dia.”
Dias sem nos ver, a distância me corronpia por dentro me transformando em sangue da saudade mas, suspeitava eu que aquilo era tudo um sinal do nosso amargo destino. Mal sabia eu o que havia acontecido, emudeci durante meses e apenas vivia ao lado do violão, compondo músicas que eu preferia não lhe apresentar, seria talvez muito atrevimento de minha parte. Então ficaram as músicas no papel e os acordes em meus ouvidos, mas nunca diriji novamente uma palavra de amor a ti.

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